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CAPTULO 6 
ARTIGO 
O prirr 
ser clarar 
o ouvinte 
a enuncia 
Og 
O segu da mesm 
sabero 
Um 
Observa& 
O artigc 
Exempb 
CONCEITO DE ARTIGO   
O artigo  uma partcula que precede* o substantivo, assim  maneira 
de 'marca' dessa classe gramatical. 
Em razo disso, qualquer palavra, expresso, ou frase, fica substantivada 
se o trouxer antes de si: 
"No te embales muito na miragem do longe e do depois, a fim 
de no perderes o que arde invisvel no perto e sopra em silncio 
no agora." (ANBAL MACHADO) 
"O no! que desengana, o nunca! que alucina..." (OLAVO BILAC) 
O no-posso dos preguiosos... 
O 'conhece-te a ti mesmo'  conselho sbio. 
Em certos casos, serve para assinalar o gnero e o nmero do substantivo: 
o colega / a colega; o osis / os osis. 
TIPOS DE ARTIGO 
H dois tipos de artigo: 
1) Definido: o (a, os, as). 
2) Indefinido: um (uma, uns, umas). 
- *Com 
mente aos 
* No romeno, no bdlgaro e no albans, o artigo se pospe ao substantivo,  citada G 
92 
O primeiro se junta ao substantivo para indicar que se trata de um 
ser claramente cleterminado* entre outros da mesma espcie que 
o ouvinte ou o leitor ja sabem quem , pelas circunstncias que cercam 
a enunciao da frase: 
O governador foi muito aplaudido durante a conveno. 
O segundo se emprega para mencionar um ser qualquer entre outros da mesma espcie - que no individualizo, nem o ouvinte ou o leitor 
sabero precisar quem seja: 
Um governador foi muito aplaudido durante a conveizo. 
Observao: 
O artigo definido tambm se usa com referncia  espcie inteira. 
Exemplo: 
O limo  fruta cida. (Isto : todo limo). 
* Com respeito  idia de determinao e indeterminao atribuida generalizada- mente aos artigos, vale a pena ler a nota de Amado Alonso, que figura como apndice 
 citada Gramtica caste1kna (pp. 221-2). 
93 
CAPTULO 7 
ADJETIVO 
CONCEITO DE ADJETIVO 
Adjetivo  a palavra que restringe a significao ampla e geral do 
substantivo. 
Exemplos: 
homem magro 
gramitica histrica 
criana talentosa. 
GNERO 
ADJETIVOS UNIFORMES 
Tm uma nica forma, com que acompanham os substantivos de 
ambos os gneros. Terminam, de regra, em: a, e, o, 1, r, , m, s: 
carioca regular 
paulista esmoler 
breve feliz 
forte feroz 
s comum 
azul ruim 
geral simples. 
1-Ei excees, como por exemplo: 
espanhol espanhola 
andaluz - andaluza 
bom boa. 
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ADJETIVOS BIFORMES 
Possuem duas formas: uma para acompanhar os substantivos masculinos, e outra para acompanhar os femininos: 
a) Nos terminados em o Itono, troca-se o o por a: 
gordo, gorda; belo, bela. 
Observao: 
Trabalhador, quando  substantivo, tem por feminino trabalhadora; quando  adjetivo, traballiadeira. 
Exemplos: 
As trabalhadoras j vo para as fbricas (isto , as operrias). 
As mulheres trabalhadeiras sabem quanto lhes custa cuidar bem de uma casa grande. 
b) Aos terminados em u soma-se a: 
cru, crua; nu, nua. 
c) Aos terminados em or, soma-se igualmente a: 
impostor, impostora. 
Excees: incolor, multicor, anterior, inferior, interior, etc. 
d) Aos terminados em s tambm se soma a: 
portugus, portuguesa. 
Excees: corts, pedrs, monts, descorts - que so uniformes. 
e) Nos terminados em eu, muda-se eu em ia: 
europeu, europia; plebeu, plebia; ateu, atia; hebreu, hebria; 
pigmeu, pigmia. 
Excees: judeu, judia; sandeu, sandia. 
/ Nos terminados em o, a mudana se faz para oa,  ou ona: 
beiro, beiroa; cristo, crist; choro, chorona. 
ADJETIVOS COMPOSTOS 
Neles, s o segundo elemento pode assumir a forma feminina: 
a guerra russo-americana 
a literatura luso-brasileira 
uma operao mdico-cirrgica 
A nica exceo  surdo-mudo, que tem por feminino surda-muda: 
Um menino surdo-mudo - uma menina surda -mnuda. 
A 
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NMERO 
As regras que regulam a formao do plural dos adjetivos so, em 
linhas gerais, as mesmas que regem a formao do plural dos substantivos. 
Assim que: 
ADJETIVOS TERMINADOS EM VOGAL ORAL, 
OU DITONGO 
Recebem a desinncia s: 
rica - ricas; forte - fortes; mau - maus. 
Observao: 
Terminado o adjetivo em vogal ou ditongo nasais (im om, um, em)  trocado, 
na escrita, o m por n, antes do acrscimo do s: 
ruim - ruins; bom - bons; comum - comuns; virgem - virgens. 
ADJETIVOS TERMINADOS EM CONSOANTE 
Recebem, de regra, es: 
regular regulares; capaz - capazes; corts - corteses. 
Exceo: simples, que, hodiernamente, invarivel. 
ADJETIVOS TERMINADOS EM 'E' 
Grupam-se de acordo com a vogal que precede o 1: 
a) ai, ol, ul. Tm mudadas estas terminaes para ais, is e uis, respectivamente: 
fatal - fatais; espanhol - espanhis; taful - tafuis. 
b) ei. Tm trocada esta terminao por is (ou eis, se for tono): 
cruel - cruis; amvel - amveis. 
c) ii. Quando tnico, o ii se muda em is; quando tono, em eis: 
gentil - gentis; sutil sutis; 
fcil fceis; til - teis. 
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2) 
ADJETIVOS COMPOSTOS 
ADJETIVOS TERMINADOS EM 'O' ACENTUADO 
A norma  apresentarem o plural em es: 
poltro - poltres; valento - valentes. 
Excetuam-se: 
1) Os que formam o plural em es: 
alemo - alemes; catalo catales; charlato - charlates; sacristo - sacristes. Os que formam o plural em os: 
cristo - cristos; cho - chos; 
comarco - comarcos; louo - louos; pago - pagos; temporo - temporos; so - sos; vo - vos. 
Tem havido muita indeciso por parte dos escritores. Com segurana, poder-se-o apontar, talvez, apenas as seguintes normas: 
a) Recebem a desinncia de plural somente no ltimo elemento os compostos de 
palavra invarivel + adjetivo 
adjetivo + adjetivo 
Exemplos: 
sobre-humano, sobre-humanos; 
anti-social, anti-sociais; 
luso-brasileiro, luso-brasileiros; 
tcnico-profissional, tcnico-profissionais. 
Excetuam-se. 
azul-marinho - que  invarivel, 
claro-escuro, claros-escuros; 
surdo-mudo, surdos-mudos. 
b,) So invariveis os compostos de adjetivo de cor + substantivo. 
Exemplos: 
verde-mar, verde-garrafa, verde-malva, 
azul-pavo, azul-ferrete, vermelho-sangue, 
amarelo-ouro, etc. 
Tambm o so: 
furta-cor, ultravioleta, infravermelho. 
99 
- 
Em Ea de Que irs, encontra-se "ramagens verde-garrafa"; e em 
Camilo "um par de luvas verde-gaio". 
Conforme Sousa da Silveira,* "as nossas genunas maneiras de dizer fazem-se com o auxilio da preposio de ou das locues de cor, de cor de, ou, simplesmente, cor 
de: olhos de verde-mar, ramagens de cor verde-garrafa, luvas de cor de prola, olhos cor de safira, olhos verdes da cor do mar." 
E anota, entre outros, os exemplos: 
"Uns olhos de verde-mar..." 
"Uns olhos cor de esperana..." 
"No so de um verde embaado, 
Mas verdes da cor do prado, 
Mas verdes da cor do mar." (GONALVES DIAS) 
c) Flexionam-se apenas no ltimo dos termos os compostos de adjetivo + adjetivo, quando ambos designam nomes de cor: 
flmulas rubro-negras; 
paredes azul-claras. 
Menos comum  a invariabilidade (paredes azul-claro), ou a flexo de ambos os adjetivos (cabelos castanhos-escuros). 
d) Cabe referir, finalmente, os substantivos de cor que funcionam como adjetivos. Neste caso, ficam invariveis: 
luvas cinza; sapatos gelo. 
GRAUS DE SIGNIFICAO DO ADJETIVO 
A significao de um adjetivo pode receber intensidade maior, ou menor. 
Da a existncia de dois graus: o comparativo e o superlativo. 
* Sousa da Silveira, Trechos seletos, 62 ed., Rio de Janeiro, F. Briguiet, 1961, p. 74. 
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COMPARATIVO 
Quando fazemos uma comparao, chegamos infalivelmente a um 
destes resultados: a qualidade que se compara  superior, ou inferior, 
ou igual  que serve de termo de comparao. Seja o adjetivo antiga: 
Esta cidade  mais ANTIGA do que a nossa. 
Esta cidade  menos ANTIGA do que a nossa. 
Esta cidade  to ANTIGA como a nossa. 
H, portanto, trs espcies de comparativo, que assim se expressam 
em portugus: 
a) De superioridade (mais... que, ou do que) 
b) De inferioridade (menos... que, ou do que) 
c) De igualdade (tc2o... como, ou quanto). 
SUPERLATIVO 
Com o superlativo exprime-se uma qualidade no mais alto grau de 
intensidade: 
Esta cidade  a mais ANTIGA da Europa. 
Esta cidade  muito ANTIGA, ou antiq(SSima. 
No primeiro dos exemplos, o superlativo diz-se - relativo, pois a qualidade considerada mais intensa somente o  em relao s demais cidades da Europa; no segundo 
caso, o superlativo chama-se - absoluto, porquanto aquela qualidade no se compara  de nenhuma outra cidade. 
Este ltimo tipo de superlativo, o absoluto, apresenta-se com dois 
aspectos: 
a) Sinttico, quando expresso por uma s palavra (adjetivo + um sufixo peculiar: tssinw, rimo, etc.): 
elegant(e) + ssimo = elegantssimo 
b) Analtico, se formado com a ajuda de um advrbio de intensidade (muito, excessivamente, extraordi,zariamente, etc.): 
muito elegante; 
extraordinariamente elegante. 
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Eis o quadro geral do superlativo: 
Exemplos: 
Paloma  a mais ALEGRE de minhas netas. 
Casimiro de Abreu  o mais TERNO dentre os nossos poetas. 
Este rapaz se revelou o menos ESTUDIOSO de sua classe. 
Temos de resolver um problema DIFICLIMO. 
Palmeiras muito ALTAS se distinguiam ao longe. 
FORMAS ESPECIAIS DE COMPARATIVO E SUPERLATIVO 
1) Os adjetivos bom, mau, grande e pequeno tm formas especiais de comparativo e superlativo: 
No  correto dizer mais bom, mais grande; porm o  - mais mau, mais pequeno. Pode-se, todavia, usar da partcula mais antes de bom e grande no caso de se contraporem 
qualidades, em frases como as seguintes: 
Ele  mais bom do que inteligente. 
Mais grande que pequeno. 
2) Alguns comparativos e superlativos no possuem a forma normal correspondente. 
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1. RELATIVO 
de superioridade (o mais... de, ou dentre)  .  de inferioridade (o menos... de, ou dentre) 
2. ABSOLUTO 
sinttico (adjetivo + (ssimo, rimo, etc.) analtico (advrbio de intensidade + adjetivo) 

ADJETIVOS 
COMPARATIVO  DE  SUPERIORIDADE 
SUPERLATIVO 
ABSOLUTO 
RELATIVO 
bom mau grande pequeno 
melhor  pior  maior  menor 
timo pssimo mximo mnimo 
o melhor  o pior  o maior  o menor 

Anotem-se, pela sua importncia, estes dois: 
- superior com os superlativos supremo e sumo; 
- inferior - com o superlativo nfimo. 
3) Eis, para consulta, algumas formas literrias de superlativo absoluto sinttico: 
acre acrrimo 
agudo - acutssimo 
amargo - amarssimo 
amigo - amicssimo 
antigo - antiqssimo 
spero - asprrimo 
benfico - heneficentssimo 
benvolo - benevolentssimo 
clebre - celebrrimo 
comum comunssimo 
cristo - cristianssimo 
crvel - credihilssimo 
cruel - crudelssimo 
difcil - dificlimo 
doce - dulcssimo 
dcil - docflimo 
fcil faclimo 
fiel - fidelssimo 
frio - frigidssimo 
geral generalssimo 
humilde humlimo 
incrvel - incredihilssimo 
inimigo - inimicssimo 
ntegro - integrrimo 
livre - librrimo 
magnfico - magnificentssimo 
magro - macrrimo 
maldico maledicentssimo 
malfico - maleficentssimo 
malvolo malevolentssimo 
msero - misrrimo 
mido - minutssimo 
mdico - modicssimo 
negro - nigrrimo 
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nobre nobilssimo 
parco parcssimo 
pessoal - personalssimo 
pio - pissimo e pientssimo 
pobre pauprrimo 
prdigo - prodigalssimo 
prspero prosprrimo 
provvel probabilssimo 
pudico - pudicssimo 
pblico publicssimo 
puicro - pulqurrimo 
sbio - sapientssimo 
sagrado sacratssimo 
salubre - salubrrimo 
so sanssimo 
simples - simplicssimo 
soberbo - superbssimo 
ttrico tetrrimo 
bere - ubrrimo 
A terminao geral do superlativo absoluto sinttico  (ssimo, a qual 
se junta ao radical dos adjetivos, na forma em que estamos acostumados a v-los: 
fri(o) + ssimo... frissimo 
doc(e) + ssimo... docssimo 
nohr(e) + ssimo... nobrssimo 
s vezes, porm, o radical do adjetivo adquire, ao se lhe formar 
o superlativo, uma aparncia diversa da que tem habitualmente: 
frio : frigid + ssimo: frigidssimo 
doce : dulc + ssimo: dulcssimo 
nobre: nobil + ssimo: nobilssimo 
A razo  que estes ltimos superlativos so tirados dos radicais 
latinos dos adjetivos, ao passo que os primeiros so formados com os 
radicais destes mesmos adjetivos em sua forma portuguesa. 
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